sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Escrevo e ponto.


Escrever, para mim, é um ato invólucro, solitário e egoísta.

Escrevo para me inserir num mundo que é só meu, não preocupo-me com o outro e com sua opinião a meu respeito.
Escrevo para envolver-me a mim mesma na alegria do mundo imenso que cabe somente em mim.

Escrevo para saciar a chama que arde e abrasa, incendeia a alma, numa condição de unicamente fazê-la amenizar-se do calor que emana de si. A palavra em minha alma é como uma brisa leve.

Escrevo para que minha alma não sofra de solidão e para que minha mente não se culpe por isso.
Escrevo para fazer ecoar dentro desse imenso ser um amor que existe e que se pode fazer ver.

Escrevo porque as palavras surgem diversas, imensuráveis, efervescente, serelepes e não posso me deter diante de um papel: lhes dou vida.
Cumpro a sina, faço o que nasci pra fazer: amar em palavras.