terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Cenas fortes [e contínuas]


Passa o dia. O dia chega!
O ali é tão longe. O abraço é distante. O distante é o mais constante.
A saudade, maior verdade. O aconchego, maior vontade. A dor, maior dor.



Toca o telefone. Aceleração cardíaca. Respiração profunda. (É ele!)
Massacre de saudades e ausências fortemente sentidas assola a ligação.
Aumento no índice da vontade do abraço. E torna-se crescente a aceleração cardíaca.
Junto à crescente aceleração vem o chamado riso bobo. Daqueles que saltam as faces e não se pode conter.
Passados alguns instantes, ocorre uma regularização no quadro cardíaco. No exato momento de desligar a chamada, surge uma tristeza fortemente armada pelo desconsolo e saudade.
Por fim, após o beijo verbal e ato imutável de desligar, vem a permanente exclamação: “Queria que estivesse aqui!”

Não quero que voltes. Eu vou aí te buscar.