quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Tempo, tempo, tempo, tempo...



O tempo quase sempre é aliado, mas existem dias, melhor, existem situações em que o tempo é o mais atroz inimigo do homem. Por exemplo, o dia que o homem sente falta de alguém e percebe que o TEMPO passou e não há mais o que ser feito. Ou quando uma mulher, diante do espelho, percebe o longo passar do TEMPO através de suas expressões e do peso do seu olhar. Ou através do lamento de um pai distante que ao ver seus filhos adultos, ou quase, e se depara com a longa e árdua verdade que ele mesmo alimentou por anos: o TEMPO passou!

Essa é uma verdade que, mais cedo ou mais tarde, todo homem sob esse céu de meu Deus se depara. Não escrevo estas coisas por achar que eu estou isenta desse fardo, ao contrário, escrevo porque tenho observado, ora apreciando, ora recriminando, o passar do tempo, a velocidade com que os anos, os meses, os dias, as horas passam. É de assustar! E é quase impossível terminar um dia sem que pensemos: eu tinha que ter feito isso e não tive TEMPO!

Mas como disse inicialmente, o tempo também pode ser aliado. Uma boa conversa é ganho de tempo, umas horinhas no cinema, aquela fugida depois do trabalho (mesmo com aquele cansaço sob os ombros), um almoço de família, amigos reunidos pra falar besteiras, dar uma passadinha no supermercado, ficar naquele aconchego com quem se ama e porque não, até aquele tempinho ‘desperdiçado’ nos papos na internet, podem ser ganho de tempo.

Uma coisa que não muda desde o início dos tempos, nem jamais mudará, é que o tempo passa (e passa mesmo) com crueldade ou com solidariedade, na dor ou no prazer, sozinho ou acompanhado. A única verdade que temos é que ele passa, muda, transcende. Não espera, não volta, não pára.