sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Blues da Piedade - Cazuza e Frejat

Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já nascem com cara de abortadas
Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo que não têm
Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas minicertezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia
Pra quem não sabe amar
Fica esperando
Alguém que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem
Quero cantar só para as pessoas fracas
Que tão no mundo e perderam a viagem
Quero cantar o blues
Com o pastor e o bumbo na praça
Vamos pedir piedade
Pois há um incêndio sob a chuva rala
Somos iguais em desgraça
Vamos cantar o blues da piedade
Vamos pedir piedadeSenhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedadeSenhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Ah, decidi.


Decidi um monte de coisas...

Decidi abrir mão do moderno.

Decidi não me ofender pr bobagens.

Decidi não economizar sorrisos.

Decidi abraçar tudo que me faz feliz.

Decidi relembrar meus bem quistos.

Decidi firular com a vida e dela.


Decidi aprender a ouvir.

Decidi descobrir a pureza do silêncio.

Decidi não temer meus medos.

Decidi ser mais forte que minhas fraquezas.

Decidi realizar minhas promessas.

Decidi andar sem rumo.

Decidi correr riscos.

Decidi fazer alguém feliz.

Decidi compreender mais do que buscar compreensão.

Decidi espalhar bons sentimentos.

Decidi ser amiga do mundo.

Decidi ver beleza em cada amanhecer.

Decidi me dar inteira sem esperar o mesmo do outro.


ISSO TUDO, EU DECIDI!

Apagão no Sudeste do Brasil.

Dois-mil-inove. Onze de novembro. Aproximadamente às 10:20pm, apagão no sudeste e parte do restante do Brasil.
Pensei, escrevi: Quando falta luz a maioria das pessoas dizem a mesma coisa: 'não posso fazer nada sem luz!'

Ledo engano!

Quantas coisas podemos fazer quando falta luz... É um bom motivo para reunir a família em torno das velas, contando histórias, piadas ou o que aconteceu ao longo do dia.

Podemos ainda dar um tom medieval aos escreitos e estudos ao fazê-lo sob a luz do fogo, pode-se fazer um momento orante, fazendo subir as preces aos céus como o incenso. Pode-se ouvir música. Ou mesmo curtir a escuridão, pra quem gosta e não teme o escuro e seus assombros.

** Cá estou eu. Ouço só os grossos pingos dessa chuva de pós-dia-muito-quente, aqui dentro ainda é uma noite-muito-quente. Sento-me no sofá de dois lugares da sala. Á minha direita tem um espaço não preenchido e à esquerda, no braço do sofá, meu caderno, ao lado, a cadeira com uma caneca virada e duas velas me fazendo luz. Tem ainda com um copo [já vazio] sobre um descanso do outback.

Ao olhar em meu redor, vejo as sombras dos objetos que se mexem com o mexer da fumegante chama das velas. As mulheres da casa já se deitaram. Sinto a casa só minha, no silêncio abafado de dentro, no quase gotejar da chuva de fora o sono se apressa e eu me rendo.

domingo, 8 de novembro de 2009

Sobre ser grato...


Gratidão é o sentimento que tenho por meus pais, por me criarem, ajudarem a construir meu caráter e saber valorizar os amigos que reconhecemos ao longo da vida.

Gratidão é o sentimento que trago comigo pela mão estendida, pelo apoio constante, ou nem tanto, pelo ombro e acalanto da minha "rimã".

Gratidão é o sinto por alguns homens e mulheres de indiscutível bondade de coração que ao passar pela minha vida, aos poucos me ajudaram a desejar ser melhor.

Gratidão é o que sinto POR MEUS AMIGOS e MEUS AMORES por nunca me terem deixado só. Por suas buscas incansáveis em ver sempre um sorriso estampado em meu rosto. Me reerguendo sob um alicerce de rocha.

Gratidão!

Talvez seja um dos mais belos e sinceros motivos de eu permanecer junto de Deus. Por Ele, não duvido, afirmo, tenho um coração grato.

Pela beleza e calor do irmão sol;

Pela irmã chuva que lava e purifica;

Pelo dia, onde tiramos nosso sustento;

Pela noite, onde deixamos de lado nossas fadigas;

Pelos amigos, causa da leveza da nossa vida;

Pela água, fonte de renovação e símbolo de vida;

Por Deus, que nos cumula todos os dias com porções generosas de alegria GRATUITAMENTE.

sábado, 31 de outubro de 2009

Primeiros passos...


Não, não sou tão velha. Mas a expressão “na minha época” cai bem em algumas situações. Hoje posso dizer, em alguns casos, que sou de uma época em que Igreja era coisa de beata e padre, e só. Nesse caso, época da infância, é louvável dizer “na minha época”.
Bem, na verdade se era ou não, não sei. Afinal criança não tem muita noção de certas coisas. Mas lembro bem que eu não via jovens na Igreja. Tanto que cresci com certa dificuldade de me ver inserida nessa realidade. Não por falta de convite ou desejo da minha genitora. Mas se fosse o caso, queria abraçar a fé por mim mesma, não pelo desejo de outros, mas por mim. Para não correr o risco de culpar ninguém depois, no caso de me frustrar.
Assim, como de súbito, desejei, com um desejo ardente e inquietante, participar daquela Igreja onde cresci e dei meus primeiros passos na fé.
Tomei coragem e abracei-a. Tomei-a para mim.
Lá, amadureci para a vida em todos os seus aspectos; tive o coração esmagado muitas vezes por fugir alguns padrões, adquiri firmeza no falar, aprendi a nunca voltar atrás por fraqueza, fiz amigos para a vida inteira. Cultivei amores e desamores. Percebi que Ela é infalível mas constituída de homens falíveis. Descobri que não importa o que se fez, se até as pedras mudam, quem dirá nós.

Hoje olho a vida com mais esperança. Creio no que não vejo, antes não era assim. Choro de alegria e de dor, não detenho mais as minhas lágrimas. Construí, a passos lentos, um coração tão amoroso quanto justo. Fiz das minhas cicatrizes marcas do Eterno, lembranças da minha edificação. Minha nostalgia não é de todo melancólica, se alterna com uma saudosa vontade de viver de novo o passado.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

The Carnival is Over - Dead Can Dance.

Antes de começar a escrever esse artigo pro "Blógui", abri nova postagem e fiquei aqui olhando pra esse quadro retangular em branco esperando que as palavras adivinhassem meu pensar, e criassem vida sem mim. Mas não. Elas são teimosas e insistem em precisar do meu sentir para tomar forma. Decidi ouvir Dead Can Dance e lembrar da segunda, voltando da praia. E vi um filme em preto e branco na minha mente flutuante e alternativa: um Chevrolet numa estrada, Moinhos de Vento sendo ventados, Salinas sub-divididas, Dead Can Dance alternando trilha sonora com Coldplay. Clima ameno, céu nublado, cheiro de nostalgia, saudade do que ainda não foi vivido. Duas garrafas de água mineral, bala halls pra garantir uma estabilidade ao longo da viagem, fotografias para a eternidade, árvores secas. Sorrisos, interjeições e carinho. Três vidas, duas horas, um macaco e uma saudade.

A felicidade é uma esfinge que mora dentro de nós. Descubra-a!

sábado, 24 de outubro de 2009

De que se precisa para ser feliz?

Pergunta ingênua mas intrigante. Depende de um monte de coisas. Mas é fato que nos coloca para pensar. O que pensamos ser pouco para nós pode ser riqueza sem fim para o nosso próximo.

É mistério!

E eu, de quê preciso para me sentir feliz?

Gosto de me sentir segura com relação aos meus passos, meus caminhos, meu coração.

Isso me dá felicidade.

Felicidade é ter com quem contar, e isso, não nego, eu tenho!



"Junto a ti, não temerei. Grandes vales e montanhas atravessarei."

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A Menina com a Flor


Minha relação com Vinícius de Moraes sempre foi cheia de altos e baixos. Como não poderia deixar de ser para alguém da minha geração, meu primeiro contato com o poeta se deu através dos sonetos ( de Fidelidade e de Separação, claro). Aos 12 anos eu era uma romântica daquelas à moda antiga, talvez eu nunca entenda bem o motivo. E a única coisa que tinha para oferecer aos meninos da minha idade era minha letra bonita. Passei então algumas tardes copiando caprichosamente versões dos sonetos para os carinhas da escola que faziam bater mais forte o meu coração - apenas dois ou três, afinal eu era uma romântica. Mas o tempo passou e eu me divorciei do "poetinha". O apelido pejorativo dado a Vinícius passou a fazer todo o sentido para mim quando conheci a dureza de Augusto dos Anjos, a nostalgia melancólica de Manuel Bandeira e a genialidade esquizofrênica de Fernando Pessoa. Com o tempo, ler um soneto passou a ser como folhear um jornal muito velho. Abaixo a rima e a métrica, viva o concretismo sempre tão urbano! Mas não devemos nos apegar aos livros, não é verdade? Não podemos vê-los como objetos colecionáveis simplesmente. A palavra não pode ficar aprisionada em uma estante. A crônica precisa ter asas e chegar ao maior número possível de pessoas. Tive a prova disso quando conheci, não faz muito, alguém que, além de adorar Vinícius de Moraes, traz em si toda a doçura e beleza que o poeta viu em suas tantas musas. Ela bem poderia ser a menina com uma flor da qual Vinícius fala. E este livro precisava ser dela. Sempre tive um pouco de vergonha de presentear alguém com trechos de um livro assim, mas a emoção e a alegria dela ao receber o presente e todas as provas que ela já me deu da adoração pelo escritor só me fazem ter certeza de que não existem livros velhos e de que as palavras não envelhecem nunca. Sempre haverá uma menina com uma flor em algum lugar, pronta para receber algo que tenha sido escrito para ela.


Para mim, por Tay Marquioro.

[Ela é a menina, eu sou a flor dela]

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Ela. só ela.

Tens a singeleza e a docilidade da mãe de Deus;
Tens a alma que mais admiro e mais anseio parecer;
Tens o olhar que faz o infinito parecer pequeno.

És quem mais me educa;
És quem não me deixa só;
És minha alma, mas não habita em mim.

Sabes de tudo sem que eu profira uma palavra;
Me conheces do avesso;
E sei, tens de mim a mesma necessidade que tenho de ti.

És o calor de uma manhã de inverno;
És o perfume das chagas do Senhor;
És o amor que transcende tempo, lugar e vida.


És o abraço que vou desejar, simplesmente, a vida inteira sem poder ter.

Obrigada, Meu Deus por me dar Ela: Minha Teresinha.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

=)

Muito tempo sem escrever aqui dá nisso... Três posts de uma vez.
Na verdade, se eu fosse postar algo por esses dias seria somente resenhas e textos de faculdade.
Eita, e nem começaram as provas ainda.

Au revoir!

Variações


Tem dias que prefiro ser uma lunática solitária;

outros prefiro ser uma carente desejosa de amigos.


Noutros, gosto de ser cientista e descobrir fórmulas;

outros prefiro a conformidade daquilo que já descobriram em meu lugar.


Tem dias que preciso de sorrisos e gargalhadas altas e escandalosa para me sentir feliz;

outros, apenas um sorriso, único e maroto, realiza em mim a grandiosidade da felicidade.


Noutros, quero minhas lágrimas todas rolando, purificando minha alma;

outros, o que mais quero é que elas sequem.


Tem dias que tudo parece nuvem densa e solidão;

outros, tudo cor e harmonia.


Noutros, ainda, prefiro usar o preto;

outros, contudo, desejo somente o branco.


Tem dias que eu quero sol, praia, alegria e rua;

outros, nada além de um edredon e um bom filme.


Noutros quero escrever um livro;

outros, ainda, quero só fotografar.


Tem dias que quero ganhar a vida viajando para além do horizonte ao meu redor;

outros, descobrir horizontes internos me satisfazem.


Noutros, quer um abraço longo, destemido e sem pressa;

outros ainda, quero mil-e-um abraços num espaço de tempo de 30 minutos.


No fundo no fundo, quero tudo e seu reverso, praticamente ao mesmo tempo.

Eu quero é vida.

Ei, você tem parado pra pensar na vida!?

Interrogação


Pensar: derivada da palavra latina pensare, que significa pesar. Compreendo assim que ao pensarmos, julgamos os atos do pensamento e da razão.


Pensar é ponderar elementos novos com aqueles que outrora adquirmos.


Pensar é um ato livre e inato. Ao exercermos essa liberdade, recolhemos fragmentos que julgamos interessantes e assim, avaliamos aquilo que se apresenta a nós em forma de pensamento.


Pensar é julgar, ao pensarmos comparamos, inevitavelmente, fatos novos com os anteriores. E, dessa forma, integramos ou excluimos elementos externos a nossos elementos internos.


Pensar é também concluir, se estamos certos ou não. Onde chegamos ou onde estamos.


Para alguns, pensar é apenar um verbo intransitivo, que não almeja, mas aceita, complementos.


Para mim, pensar é mais que meditar, refletir, julgar, pesar, ponderar. Pensar mais que tudo é um ato livre de fuga para dentro de nós. Onde ninguém mais consegue ir.


Penso, logo insisto!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

FRIENDS, 15 anos.


15 recordações dos FRIENDS mais queridos do mundo...


Aquele que Joey aprende francês com Phoebs;

Aquele do Chandler na caixa;

Aquele que Ross concebe "Rachel" em casamento e não Emily;

Aquele com o pedido de casamento de Chandler a Monica;

Aquele que Rachel dando luz a Emma;

Aquele que Phoebs dá luz aos trigêmeos de seu irmão;

Aquele que poderia ter sido [e não foi];

Aquele onde Joey enfia o peru na cabeça;

Aquele em que Phoebs tem medo de ir ao dentista por não querer que ninguém morra;

Aquele em que Ross toca gaita de fole e faz o "seu som";

Aquele em que Rachel coloca bife na sobremesa e deixa com gosto de pé;

Aquele com a casa de boneca, principalmente da Phoebs;

Aquele que Ross usa calça de couro;

Aquele de quando Ross faz clareamento nos dentes e bronzeamento artificial;

Aquele em que todos descobrem de Chandler e Monica;

terça-feira, 15 de setembro de 2009

E o sol...




Depois de um dia de muitas nuvens, muitas águas, vindas dos céus ou dos olhos, é possível o sol nascer no início da noite?



Murphy, volta da volta ao mundo...


Anão de jardim reaparece após 'volta ao mundo'. Um anão de jardim britânico chamado Murphy correu o mundo depois de ser roubado do jardim de uma casa, na cidade britânica de Gloucester. Como na história do filme "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain" ele foi devolvido junto com um álbum de fotos que mostrava o boneco em 12 países diferentes. Durante anos, Murphy ficou plantado em frente à casa, vendo carros passarem. Um belo dia, desapareceu. A dona do boneco conta que o anão voltou um pouco danificado. Apareceu na porta da frente com um embrulho. Dentro dele, o bem cuidado álbum com fotografias da "volta ao mundo". Depois das aventuras, Murphy está de volta à companhia dos outros moradores do seu jardim britânico.


Á jato do site BBC BRASIL

15 de setembro de 2009.


Dia nublado, chuvoso.

Cinzento, da mesma forma que minha alma.

Não vejo cores nela. Nem no meio dia que se aproxima.

Choveu quando esperava não chover, aconteceu o reverso do que desejei e descubro dentro da minha ferida aberta, molhada por minhas lágrimas: quanto mais planejamos, mais esperamos, mais nos decepcionamos com o que nos contraria.

Quando nossos desejos e nossas vontades se chocam com aquilo não está esperando e desejando por nós.

Mais difícil do que realizar algo que nos parece impossível, é nos convencer de que, de alguma forma, aquilo não seria bom para nós.

Enquanto espero o dia interminável terminar, conto o tempo no balançar do lento e incansável ponteiro dos segundos.


[Termina logo dia, termina...]

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Imperecível...

"O que a memória ama, fica eterno. Amo com a memória, imperecível."
[Adélia Prado]
Trago na alma fragmentos da literatura, do pensamento, do amor imperecível pela arte dessa mulher. Porta-bandeira de si mesma, sua tristeza não tem pedigree e carrega esse cargo pesado... carregamos juntas, somos mulheres.

Escrevo e ponto.


Escrever, para mim, é um ato invólucro, solitário e egoísta.

Escrevo para me inserir num mundo que é só meu, não preocupo-me com o outro e com sua opinião a meu respeito.
Escrevo para envolver-me a mim mesma na alegria do mundo imenso que cabe somente em mim.

Escrevo para saciar a chama que arde e abrasa, incendeia a alma, numa condição de unicamente fazê-la amenizar-se do calor que emana de si. A palavra em minha alma é como uma brisa leve.

Escrevo para que minha alma não sofra de solidão e para que minha mente não se culpe por isso.
Escrevo para fazer ecoar dentro desse imenso ser um amor que existe e que se pode fazer ver.

Escrevo porque as palavras surgem diversas, imensuráveis, efervescente, serelepes e não posso me deter diante de um papel: lhes dou vida.
Cumpro a sina, faço o que nasci pra fazer: amar em palavras.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Na infância asstindo Chaves aprendemos que...

Se você é jovem ainda, amanhã velho será
Você pode dever 14 meses de aluguel que não será despejado
As crianças mexicanas aparentam ter 40 anos
Uma pessoa pode sobreviver à base de sanduíches de presunto
Santanás é um amável cachorrinho
A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena
Bruxas existem, e moram no 71
Quando um homem e uma mulher se encontram e ao fundo toca uma música romântica, qualquer ação de separá-los será inútil...
Não existe trabalho ruim. O ruim é ter que trabalhar
As pessoas boas devem amar seus inimigos
Quando Chapolim Colorado e Chaves se encontram, um deles fica sem sombra

[Á jato do Paraibano Voador]

Juventude

"A juventude é embriagez sem vinho"
(Goethe, Johann)

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

O amor e a tosse não podemos esconder.

É o Que Me Interessa - Lenine


Daqui desse momento

Do meu olhar pra fora

O mundo é só miragem

A sombra do futuro

A sobra do passado

Assombram a paisagem

Quem vai virar o jogo e transformar a perda

Em nossa recompensa

Quando eu olhar pro lado

Eu quero estar cercado só de quem me interessa

Às vezes é um instante

A tarde faz silêncio

O vento sopra a meu favor

Às vezes eu pressinto e é como uma saudade

De um tempo que ainda não passou

Me traz o teu sossego

Atrasa o meu relógio

Acalma a minha pressa

Me dá sua palavra

Sussurre em meu ouvido

Só o que me interessa

A lógica do vento

O caos do pensamento

A paz na solidão

A órbita do tempo

A pausa do retrato

A voz da intuição

A curva do universo

A fórmula do acaso

O alcance da promessa

O salto do desejo

O agora e o infinito

Só o que me interessa

domingo, 9 de agosto de 2009

Lindo Balão Azul - Balão Mágico


Lindo Balao Azul
Eu vivo sempre no mundo da lua,Porque sou um cientista.O meu papo é futurista e lunático.
Eu vivo sempre no mundo da lua.Tenho alma de artista,Sou um gênio sonhador e romântico.
Eu vivo sempre no mundo da lua,Porque sou aventureiroDesde o meu primeiro passo pro infinito.
Eu vivo sempre no mundo da lua,Porque sou inteligente.Se você quer vir com a gente,Venha que será um barato
Pegar carona nessa cauda de cometa,Ver a via láctea, estrada tão bonita,Brincar de esconde esconde numa nebulosa,
Voltar pra casa nosso lindo balão azul.
Pegar carona nessa cauda de cometaVer a via láctea estrada tão bonita,Brincar de esconde esconde numa nebulosa,Voltar pra casa nosso lindo balão azul.
Pegar carona nessa cauda de cometa,Ver a via láctea estrada tão bonita,Brincar de esconde esconde numa nebulosa,Voltar pra casa nosso lindo balão azul.
Pegar carona nessa cauda de cometa,Ver a via láctea estrada tão bonita,Brincar de esconde esconde numa nebulosa,Voltar pra casa nosso lindo balão azul.
Nosso lindo balão azulNosso lindo balão azulNosso lindo balão azul


**


Ê, infância!

E vê-los, lindos e coloridos na tv... sem ter noção daquilo que cantavam. Será que eles tinham noção? Acho que não... enfim, toca a vida. O importante é a forma como essa [e outras músicas] marcaram uma geração [bem-aventurada, diria eu]. É bom relembrar essas coisas que nos ajudaram a fazer quem somos. Construção de uma mente, de uma ideologia... Uma vez ouvi "Não renego meu passado. Afinal, ele ajudou a construir quem sou hoje". E é assim... nossas atitudes e pensamentos, mesmo se form errados, ajudam naquilo que nos tornamos.

Um castelo, um sonho, um sorriso, um abraço. Sou. E mais...

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

As formigas [da infância]


Lembro que quando eu era criança, eu adorava observar o caminho das formigas. E via, que ao longo de seus trabalhos elas paravam para conversar e observei, por longo anos, a persuasão de certas formigas que, ao longo do caminho, convenciam suas irmãs a desviarem seus trajetos.Apesar de ter pensado isso a vida inteira, somente há alguns dias escrevi sobre esse gosto pela observação as formigas. Em ocasião de presentear a "minha alma" com a Bagagem de Adélia Prado, autora que tanto admiro.Assim, agora pouco recebi uma mensagem de texto dessa minha alma, que é minha, mas não mora em mim, me relembrando dessa observação das formigas. Quisera também parecer-me com essas formigas para trazer comigo, pelo convecimento, algumas queridas formigas que seguem caminhos avessos aos meus, quer por bondade quer por puro egoismo, queria trazer algumas formigas comigo.